Dizem
os historiadores que a distância temporal do objeto a ser estudado
permite uma maior clareza para entender o mesmo. Acredito ser esse o
motivo da permanente confusão em relação a minha neurótica pessoa, a
não ser que um dia, a partir de um estado alterado de consciência, eu
possa me distanciar de mim, criando uma fenda no "tecido" do
espaço-tempo e analisando minha história por um ângulo privilegiado.
Isso me permitiria, enfim, entender, mesmo hipoteticamente, esse ser
complexo que não sabe nem quem é, ou seja, eu. De qualquer modo, na
práxis eu continuaria sem saber. Afinal, uma hipótese é apenas uma
hipótese antes de passar pelo consenso da comunidade científica,
correndo o risco de ser derrubada facilmente por uma pessoa que já tenha
enchido a paciência com tanta loucura concentrada numa única cabeça, no
caso a minha...
Mg Amaral,
Até o próximo post!
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