Universidade
Federal da Bahia
Estudante:
Marco Antonio Guarani Santana Júnior
Professora:
Maria Hilda
Fichamento de História da Bahia I
A
Bahia no contexto da Administração Ilustrada, 1750-1808
Arno
Wehling
Uni-Rio
e UGF
“(...) A própria expressão Antigo Regime
originou-se, pejorativamente, na Revolução, entre 1788 e 1790(...)” [pg 249]
“(...) se confunde um conflito político e
social das últimas décadas do século XVIII com todo um processo anterior, como
se ele necessariamente conduzisse ao parto da Revolução.(...)” [pg 249]
“ A interpretação dominante (...) a dos
partidários da Revolução. (...) construiu-se assim um arquétipo do Antigo
Regime (...) privilégios senhoriais, direitos locais, as corporações, a venda
de cargos públicos e a justiça patrimonial (...)” [pg 250]
“(...) Grande parte da historiografia
liberal portuguesa do século XIX via o Estado(absolutista) como uma instituição
desorganizada, corrupta e defensora de privilégios inadmissíveis.(...)” [pg
250]
“Uma das dificuldades para a análise da
política do marquês de Pombal (1759-1777) ainda é o passionalismo (...)
separando pró e anti pombalinos (...) prosseguiu nos dois séculos seguintes
(...) com posições aparentemente surpreendentes (...) elogio de (...) liberais
e socialistas a um governo (...) despótico, mas que (...) fora absolvido (...)”
[pgs 251-252]
“(...) Pombal baseou (...) seu poder na
criação de uma burocracia renovada (...) nova nobreza. Especializada (...) na
acepção weberiana (...) Pombal criou condições para nobilitar o comerciante
(...) lei de 1770 (...) instituir morgadios (...)” [pg 252]
“(...) racionalizar a administração e a
centralização do poder (...)” [pg 252]
“(...) reflexos no Brasil (...) 1760 a
Intendência Geral de Polícia da Corte e Reino (...) contra o banditismo, mas
para polícia política (...) reestruturação da justiça (...) novas comarcas
(...) Tribunal da Relação (...)” [pg 253]
“(...) Lei
da Boa Razão, de 1769. (...) Seu objetivo era derrogar toda a legislação
anterior que se chocasse com os fins do estado, colocando em seu lugar uma
codificação influenciada pelos padrões norte-europeus. As resistências opostas
(...) aristocracia, no clero e mesmo nos conselhos municipais fez (...)
objetivo não (...) alcançado, plenamente (...) [pg 253]
“(...) Um alvará de 1793 (...) confirmou
costume brasileiro que se chocava com as Ordenações: (...)” [pg 253]
“(...) a expulsão dos jesuítas, vistos
como obstáculo à ação pombalina, (...) defesa da escolástica em matéria de
ensino (...) insubmissão ante o poder político (...) [pg 253-254]
“(...) O governo preocupou-se
prioritariamente com o centro-sul (...) [pg 254]
“ A capitania (Bahia) não deixo de ser (...)
fundamental ponto de apoio (...) 1756 (...) donativos (...) anuais para a
restauração de Lisboa (...) transferiram-se para o Rio de Janeiro dois
regimentos de infantaria (...)” [pg 255]
“(...) aplicou-se à Bahia a mesma política
(...) em relação ao conjunto da Colônia (...) Mesas de Inspeção do açúcar e do
tabaco (...) tribunal da Mesa da Consciência e Ordem (...) Regulamento (...) às
tropas(...) [pg 255]
“(...) após a queda do ministro, em 1777
(...) não alterou as linhas fundamentais da política seguida até então (...)”
[pg 255]
“(...) o fantasma da Revolução Francesa
foi capaz de unir burocratas de inspiração pombalina e nobreza e clero
reacionários (...) institucionalizou, as três censuras (governamental,
inquisitorial e eclesiástica) (...) concessão inócua, no plano do discurso, aos
setores tradicionais (...) [pg 256]
“ A ameaça da Revolução Francesa, da
independência norte-americana e (...) condições do império português inspiraram
(...) proposta (...) federação imperial (...) [pg 256]
“ (...) repercussões no Brasil (...)
racionalização administrativa (...) documentação em geral (...) classificada
(...) senso de organização ‘moderno’
(...) [pg 256-257]
“ Os principais administradores (...) entre 1750 e 1808 (...) formados sob
influência das ideias iluministas (...) racionalizando as funções públicas,
definindo as fronteiras e organizando a tributação. (...)” [pg 257]
“ (...) inércia (...) resistência de
escalões burocráticos inferiores (...) [pg 258]
“ (...) uma certa visão de conjunto (
funcionários ilustrados), que se contrapôs às atitudes casuísticas e parciais
anteriores. (...) [pg 258]
“ A defesa do sul do Brasil e a economia
foram as principais preocupações desta burocracia ilustrada.” [pg 258]
“ A ação econômica do governo colonial
concentrou-se na recuperação tributária, pois a arrecadação diminuiu com o
declínio da mineração. (...) [pg 259]
“ (resistência das câmaras municipais)
entretanto, parece ter sido a predominância do poder estatal, representado
pelos vice-reis e governadores de capitanias.” [pg 259]
“ (...) Instrução dirigida a Afonso Miguel
de Portugal, Marquês de Valença, governador entre 1779 e 1783 (Bahia) (...) a
nova administração não apenas confirmou (...) anterior como aprofundou a
execução (...)” [pg 260]
“a) (...) enquadrar (...) clero regular
(...)”[pg 260]
“b) aperfeiçoamento da justiça (...)
distribuição equitativa (...)”[pg 260]
“c) (...) racionalidade administrativa
(...)”[pg 260]
“d) o mau desempenho de organismos
destinados à regularização das atividades produtivas e de comercialização (...)
demissão do presidente da mesa (...)” [pg 260]
“e) A onipresença do contrabando” [pg 260]
“d) o monopólio exercido pelos
comerciantes baianos em relação ao comércio africano” [pg 260]
“ governos de Rodrigo Cesar de Menezes
(1784-1788) e Fernando José de Portugal e Castro (1788-1801) (...) procurou
regularizar o comércio de mandioca e de carne (...) Reurbanizou vários
logradouros (...) trabalho forçado de vadios (...) instrução pública (...)” [pg
261]
CONCLUSÃO
A Bahia, enquanto sede da capital do
Brasil por mais de 200 anos, não pôde deixar de sentir os reflexos das ações
pombalinas. A própria transferência da capital para o Rio de Janeiro se dá
nesse contexto de uma política racionalizadora. O governo se movimenta para
instrumentalizar a máquina estatal com mecanismos mais eficazes; novos órgãos,
burocracia especializada e combate aos grupos sociais considerados parasitários
e estorvos para o governo: nobreza e o clero (regular principalmente).
As atenções políticas, nas terras
brasileiras, se concentraram no sul minerador e platino o qual se configurou
como novo eixo econômico em detrimento da decadente agroindústria açucareira
que prosperara no nordeste. Apesar disso uma série de medidas político-administrativas
e jurídicas não deixam de ser tomadas com intuito modernizador a despeito das
resistências nobiliárquicas, clericais assim como os protestos das câmaras
municipais. Evidente que os ventos da mudança não sopram tão forte quando há
muralhas muito bem enraizadas no solo.
Pombal foi um homem do seu tempo que
personificou a emergência de uma nova mentalidade. Porém como nada se dá do dia
para noite, a flor para emergir precisa enfrentar muita terra e muitas vezes
desabrocha “suja” pela terra da realidade concreta, a qual sempre frustra total
ou parcialmente, o mundo das ideias.
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